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Olho pela janela, ando de um canto pro outro, sinto frio. Uma calma preenche todo o silêncio que existe. Escuto sua voz me contando como foi seu dia, e perguntando como foi o meu. Eu conto qualquer coisa não tão divertida assim, você presta atenção, e faz comentários. Agora é a sua vez de falar, e você fala. Ou pelo menos tenta. Eu te interrompo, peço desculpas. Você pede pra que eu continue, eu digo que não, e falo pra você continuar. Você diz que não. A gente ri. E ficamos assim, um insistindo pro outro dizer o que queria falar. Você ri outra vez, e me chama de qualquer um dos nossos mil apelidos. Eu brinco, e você continua. Eu te corto de novo, você brinca. Eu falo. Acaba o assunto(...) Eu falo que sinto saudade. E sinto. Sinto muito. Peço pra você vir aqui agora, pra dormir comigo. Você diz que já está vindo. Mas não vem. A gente fica ali, cinco, quinze, meia hora, quarenta minutos, uma hora e meia. Mais silêncio. Penso em te perguntar se você pensa em mim quando ficamos assim, os dois sem dizer nada, mas não pergunto. "Ai ai". Peço pra você repetir. Sorrimos. Você repete, "Ai ai". Eu lembro de alguma coisa, e te conto. Você se faz de interessado e me pergunta alguma coisa sobre o assunto, mesmo sabendo que ele é desinteressantíssimo. Eu respondo. Você diz que vai dormir, e pede pra eu ir agora até ai pra dormirmos juntos. Eu digo que já estou indo. E também não vou. Nos despedimos. "Não me esquece", digo. Porque eu nunca vou te esquecer. É.

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