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Para todo mundo cujo coração foi junto ao meu. Para todo mundo que me estendeu a mão, para quem me tirou o remo e ajudou a remar. Para quem acreditou, para quem rezou, chorou junto e afrouxou o sorriso. Para quem foi presente nos dias de salto alto ou pé no chão, para quem esta à minha margem. Para quem dividiu a mesa e a cerveja. Para quem não julgo e para quem não difamou. Para quem sabe o valor da amizade, para quem convidou e foi convidado. Para quem fez questão, para quem sentiu saudade, para quem ta longe ou perto, para reais e virtuais. Para os poucos, para os raros, para os loucos... Muito obrigada ! É de gente assim que eu espero que 2011 esteja repleto. De gente que tem habilidade pra dizer mais sim do que não.
HAPPY NEW YEAR ! =D

Talvez eu nunca entenda o real sentido das borboletas no estômago, da boca seca e joelhos frágeis. Ou talvez nunca seja a palavra mais ridícula do dicionário; e eu sei do poder que as palavras exercem sobre mim. A verdade é que sempre me esquivei de qualquer pequena possibilidade. Sempre tive medo de gostar e ser deixada. Porque veja bem, de primeiras impressões o mundo está cheio. E logo meu primeiro coraçãozinho na agenda, ficou partido quando menos se esperava. Eu tive todos os motivos pra acreditar num sentimento que logo se foi; e foi sem me levar. Cansei de ouvir que eu não me deixo levar, que eu não me abro e não dou espaço. Disso eu sei. Eu só queria ter aprendido no colégio como mudar os defeitos que vêm na fabricação. Minha frieza de visão só me faz ver defeitos e faltas. Eu não sinto. Eu não me abalo. Eu sei o que vai acontecer e não me surpreendo. Eu acho graça do esforço e da boa vontade, mas isso é muito triste pra mim. É como se eu me assistisse de fora o tempo todo, tendo consciência de cada passo, cada sorriso, cada palavra. É como se eu fosse plateia da minha própria solidão. Se ao menos eu pudesse ter a certeza de que isso um dia vai mudar... Sinto falta e medo. Talvez nunca ame, talvez seja nova demais pra dizer isso. Quero o frio na barriga, a emoção de primeiros encontros. Quero escrever mais que palavras de desculpas, textos sobres finais sem final; quero mais que arrumar coragem pra terminar. Quero coragem pra começar.

Eles se amam, todo mundo sabe mas ninguém acredita. Não conseguem ficar juntos. Simples. Complexo. Quase impossível. Ele continua vivendo sua vidinha idealizada e ela continua idealizando sua vidinha. Alguns dizem que isso jamais daria certo. Outros dizem que foram feitos um para o outro. Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas. Ele quer atitudes, ela quer ele. Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela. E assim vão vivendo até quando a vontade de estar com o outro for maior do que os outros. Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro. E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz. Nunca mais se viram, nunca mais se tocaram e nunca mais serão os mesmos. É fácil porque os dias passam rápidos demais, é difícil porque o sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles. E todos os dias eles se perguntam o que fazer. E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas esquecidas pelo primeiro sorriso do outro. E que no momento certo se reencontrem e que nada, nada seja por acaso.

Quando chega o momento certo, eu deixo eles pensarem o que quiserem. Se eles se importam o suficiente para se incomodar com o que eu faço, então eu já sou melhor do que eles.

Olho pela janela, ando de um canto pro outro, sinto frio. Uma calma preenche todo o silêncio que existe. Escuto sua voz me contando como foi seu dia, e perguntando como foi o meu. Eu conto qualquer coisa não tão divertida assim, você presta atenção, e faz comentários. Agora é a sua vez de falar, e você fala. Ou pelo menos tenta. Eu te interrompo, peço desculpas. Você pede pra que eu continue, eu digo que não, e falo pra você continuar. Você diz que não. A gente ri. E ficamos assim, um insistindo pro outro dizer o que queria falar. Você ri outra vez, e me chama de qualquer um dos nossos mil apelidos. Eu brinco, e você continua. Eu te corto de novo, você brinca. Eu falo. Acaba o assunto(...) Eu falo que sinto saudade. E sinto. Sinto muito. Peço pra você vir aqui agora, pra dormir comigo. Você diz que já está vindo. Mas não vem. A gente fica ali, cinco, quinze, meia hora, quarenta minutos, uma hora e meia. Mais silêncio. Penso em te perguntar se você pensa em mim quando ficamos assim, os dois sem dizer nada, mas não pergunto. "Ai ai". Peço pra você repetir. Sorrimos. Você repete, "Ai ai". Eu lembro de alguma coisa, e te conto. Você se faz de interessado e me pergunta alguma coisa sobre o assunto, mesmo sabendo que ele é desinteressantíssimo. Eu respondo. Você diz que vai dormir, e pede pra eu ir agora até ai pra dormirmos juntos. Eu digo que já estou indo. E também não vou. Nos despedimos. "Não me esquece", digo. Porque eu nunca vou te esquecer. É.

"Hoje pensei sério: se me perguntassem o que mais desejo na vida, não saberia responder. Quero tudo. Mas esse 'tudo' é tão grande, tão vago, que me sinto estonteado. É preciso ir limitando meu sonho, apagando as linhas supérfluas, corrigindo as arestas, até restar somente o centro, o âmago, a essência. Mas qual será esse centro, meu Deus, que não encontro ?"

E eu corro no espelho de novo e repito cem vezes que não gosto de você. Não gosto de você. Não gosto de você. Porque se eu gostar de você, eu sei que você vai embora. E eu simplesmente não agüento mais ninguém indo embora. Porque nessa vida maluca só se dá bem quem ignora completamente a brevidade da vida e brinca de não estar nem aí para o amor. E eu preciso me dar bem e por isso ignoro minha urgência pelo amor. Porque, se você sentir urgência em mim, vai é correr urgente daqui. Chega !