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Falam de tudo. Da moral, do comportamento, dos sentimentos, das reações, dos medos, das imperfeições, dos erros, das criancices, ranzinzisses, chatices, mesmices, grandezas, feitos, espantos. Sobretudo falam do comportamento e falam porque supõem saber. Mas não sabem, porque jamais foram capazes de sentir como o outro sente. Se sentissem não falariam.

- O que teme senhora? - Perguntou ele.
- Uma gaiola. - disse ela - Ficar atrás de grades, até que o hábito e a velhice as aceitem e todas as oportunidades de realizar grandes feitos estejam além de qualquer lembrança ou desejo.

Vem e volta. Liga. Some. Fala e eu fico feliz. Provoca. Me entristeço. Me liga, não atendo. Me esfria, eu ligo. Recusa. Retorna. Combina. Eu gosto. Gosto mais. E mais. Aparece na minha casa. Conversa com meu cachorro. Conhece meus amigos. Me abraça. Me congela. Me afasto. Me tremo. Ele respira, me conforta e tenta. Um, dois, três beijos. Me esquivo. Me conta suas histórias. Eu conto minhas astúcias. Fica bobo e me prende em seu colo. Não reajo. Deita minha cabeça em seu ombro, enquanto imagino uma vida inteira. Eu ameaço querer beijá-lo, ele percebe e também quer. Fujo do beijo e saio do seu abraço mudando de assunto. Uma ligação. Hora de ir. Aquele tchau interminável, cheio de "eu te adoro" e vontade me ver outra vez. Ele diz. Eu prometo. Ele brinca. Eu brinco. Falo sério. Acredita. Me puxa pela cintura. É delicado. Fantasio. Ele me beija. Tudo pára. Cena de filme. Ele pede. Eu aceito. Pega a chave e vai. Me inquieto. Sinto saudades. Vai e volta. Volta e fica. Fica bem aqui do meu lado.

"Quero ser o teu amor amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz. "

Cada um deles tem um significado muito grande pra mim, são meus AMIGOS, aqueles que sempre estão ao meu lado, e eu agradeço muito a Deus por ter amigos como vocês. Obrigada por tudo e eu amo vocês !
FELIZ DIA DO AMIGO ! ;*

"Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo. Perdoem excessivas, carências, pieguices, subjetivismos, mas preciso tanto e tanto. Perdoem a bandeira desfraldada, mas é assim que as coisas são-estão dentro-fora de mim: secas. Tão só nesta hora tardia - eu, só sei falar dessas ausências que ressecam as palmas das mãos de carícias não dadas. Preciso de alguém que tenha ouvidos para ouvir, porque são tantas histórias a contar e são tantas histórias para ouvir, meu amor. E um grande silêncio desnecessário de palavras. Para ficar ao lado, cúmplice, dividindo o astral, o ritmo, a over, a libido, a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver. Preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como - eu estou aqui, eu te toco também. Sou o bicho humano que habita a concha ao lado da concha que você habita, e da qual te salvo, meu amor, apenas porque te estendo a minha mão. No meio da fome, do comício, da crise, no meio do vírus, da noite e do deserto - preciso de alguém para dividir comigo esta sede. Para olhar seus olhos que não adivinho castanhos nem verdes nem azuis e dizer assim: que longa e áspera sede, meu amor. Que vontade, que vontade enorme de dizer outra vez meu amor, depois de tanto tempo e tanto medo. Que vontade escapista e burra de encontrar noutro olhar que não o meu próprio - tão cansado, tão causado - qualquer coisa vasta e abstrata quanto, digamos assim, um Caminho. Esse, simples mas proibido agora: o de tocar no outro. Querer um futuro só porque você estará lá, meu amor. O caminho de encontrar num outro humano o mais humilde de nós. Então direi da boca luminosa de ilusão: te amo tanto. E te beijarei fundo molhado, em puro engano de instantes enganosos transitórios - que importa? (Mas finjo de adulto, digo coisas falsamente sábias, faço caras sérias, responsáveis. Engano, mistifico. Disfarço esta sede de ti, meu amor que nunca veio - viria? virá? - e minto não, já não preciso.) Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto minhas insônias insuportáveis. Que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra. Tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa como eu sou o outro ser conjunto ao teu, mas não sou tu, e quero adoçar tua vida.Preciso do teu beijo de mel na minha boca de areia seca, preciso da tua mão de seda no couro da minha mão crispada de solidão. Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor (...) Preciso de você que eu tanto amo e nunca encontrei. Para continuar vivendo, preciso da parte de mim que não está em mim, mas guardada em você que eu não conheço. Tenho urgência de ti, meu amor. Para me salvar da lama movediça de mim mesmo. Para me tocar, para me tocar e no toque me salvar. Preciso ter certeza que inventar nosso encontro sempre foi pura intuição, não mera loucura. Ah, imenso amor desconhecido. Para não morrer de sede, preciso de você agora, antes destas palavras todas cairem no abismo dos jornais não lidos ou jogados sem piedade no lixo. Do sonho, do engano, da possível treva e também da luz, do jogo, do embuste: preciso de você para dizer eu te amo outra e outra vez. Como se fosse possível, como se fosse verdade, como se fosse ontem e amanhã."

O que eu peço é que você seja sempre de verdade também. Que me queira assim, imperfeita e cheia de confusões. Que saiba os momentos em que eu preciso de uma mão passando entre os fios de cabelo. Que perceba que às vezes tudo o que eu preciso é do silêncio e do barulho da nossa respiração. Que veja que eu me esforço de um jeito nem sempre certo. Que veja lá na frente uma estrada, inteiramente nossa, cheia de opções e curvas. E que aceite que buracos sempre terão. O que eu peço é que você me veja de verdade. Que não queira a melhor mulher do mundo. Que você olhe dentro de mim e veja o que eu sou, com meus momentos de sabedoria, esperteza, alienação e ingenuidade, porque eu nunca vou saber tudo. E entenda que de vez em quando faço questão de não saber nada. Que você note que eu faço o melhor de mim e vezenquando desconheço o que eu realmente posso ser. Peço que você tenha paciência grátis e um colo que não faça feriadão. Que me ensine mais, a cada dia, o meu. E o seu.

"O verão. Dizem que é a estação da perdição. Porque é no verão que você faz tudo aquilo que vai contar para os seus netos, bisnetos e tataranetos um dia. Dormir de cueca, dormir de calcinha, é só no verão ! Viajar pra praia, pra cachoeira, pro balneário. É só no verão... É no verão que o amor florece, o amor à preguiça, o amor ao sol ou até mesmo o amor a um cafajeste. Ou a uma duzia de cafajestes, porque não ? É no verão que você se apaixona, se desapaixona, briga, desbriga, se queima, se enche de areia e de micose. É no verão que você faz regimes de faquir, come coisas (e pessoas) estranhas, bebe coisas mais estranhas ainda, e, estranhamente, vomita coisas que você não bebeu e nem comeu. É no verão, rapaz, que você se depila, mostra a marca da sunga e da academia. É nesta época do ano que você dorme cedo, acorda tarde, dorme tarde, acorda cedo, não dorme, não acorda, trepa de mais, se proteje de menos. É no verão que a lei da física perde a vigência, e os corpos se atraem na razão diretamente proporcional ao tesão acumulado durante o inverno, e, não raro, ocupam o mesmo lugar no espaço, ao mesmo tempo. É no verão, que você bebe, bebe e bebe. E depois bebe mais um pouco. É exatamente no verão, e só no verão, que você se lembra que veio no mundo a passeio, e mais nada. Você se joga, se afoga, se perde da turma, perde o caminho de casa, perde o fígado, a virgindade, o dinheiro, a saúde, a moral e a vergonha. E acorda com a marca do óculos de sol na cara. Seja otimista rapaz, é verão. Vai contar o quê para os netos ? Que ficou jogando dominó ? Não ! Vai contar que pulou da pedra, comeu churrasco, deu cambalhotas, pegou sapinho, essas coisas que a gente só faz no verão. Ah, o verão... E você, vai contar o quê ?"

Fiquei chateada. Vi que nunca vou deixar de ser trouxa, eu e meu coração mole. Tudo bem, penso eu, a vida segue. Ser humano é aceitar que a decepção faz parte da vida. A esperança, como boa guerreira, consiste em não saber ao certo se o outro quis de fato magoar você ou se foi tudo sem querer. Tomara que ele descubra. Tomara que, enfim, as coisas possam voltar a ser o que eram. Talvez um pouco arranhadas ou até coladas com algo que grude e não mais solte. Tomara que, ainda que seja uma costura paraguaia, um abraço ainda possa ser dado. Fiquei chateada, mas não a ponto de jogar a toalha, isso é demais pra mim, um ser que acredita. Até agora só joguei o sutiã. Espero que você não tenha desaprendido a caminhar.

Agora está passando: um band-aid no coração, um sorriso nos lábios – e tudo bem.

Só queria saber o que aconteceu com você, com nós. Você se foi e nem disse adeus, eu nem tive chance de entender o que aconteceu. De uma hora pra outra você só não estava mais aqui, e eu tive que me contentar com as lembranças. Eu senti a sua falta… ah como senti ! Só Deus tem idéia do buraco que você deixou no meu peito e da confusão na minha cabeça. Hoje eu to dizendo isso porque sonhei com você. Eu to passando por tudo aquilo de novo. E eu pensei que tivesse te superado, mas to entendendo que nunca vou conseguir isto. Você foi diferente de qualquer outra coisa que já aconteceu comigo. Eu pensei que seria capaz de não sentir mais a sua falta, mas eu sinto e isso dói. Se eu tivesse um pedido, pediria pra conseguir finalmente te deixar ir.

Éramos tão inconstantes, imprevisíveis, indecisos. Ou melhor, você era. Eu sempre fui tão constante com toda minha certeza que queria você, e talvez isso tenha te feito não me levar tão a sério, porque eu sempre estaria ali. Eu tinha uma ótima previsão do nosso relacionamento, olhava pra frente e não conseguia ver um dia você longe de mim. Acho que foi isso que te fez confiar demais na gente e não se tocar das besteiras que você fazia. Eu sabia o que eu queria, e tinha tanta certeza em tudo que você se permitia ver se você queria tambem. Você é mesmo tão confuso e estranho ou eu que te fiz assim? Será que se eu tivesse sido um pouco menos intensa, um pouco menos segura, um pouco mais nem ai pra gente, você teria dado mais valor na gente? Não sei, e acho que nem quero saber.

Ainda bem que existem amigos para amar, abraçar, sorrir, cantar, escrever em recibos e tirar fotos bonitas. E a vida segue. Feliz. Sua imaginação te preenche, seus amigos te dão colo, vodka e dias incríveis.

Sabe, eu gosto de pensar em você. E de te ligar, mesmo quando não tenho assunto. E de te abraçar, só pra você me apertar até eu perder o ar. E gosto quando você fala bem baixinho perto do meu ouvido. Gosto quando olha e me deixa sem graça, gosto de abrir os olhos quando estamos nos beijando, só pra ter certeza que é você que está lá. Acho graça quando diz que pareço um bebê quando fico manhosa. Gosto quando me carrega no colo, mesmo quando quase me mata, me devolvendo ao chão. Gosto de sentir saudade do seu beijo e de querê-lo todo dia.

I miss you always. Even when we don't talk. Even when you think I never give a shit. Even when you think I don't give a shit. I miss you then. I miss you all the time. Every day, you stick in my mind like glue, or a scar, or a wound you like to show off - your most prized possesion. I miss you now. I miss you always. But I how could you know that ?

Ela estava quieta mas seu coração estava inquieto. Seus olhos fixos e atentos a tudo o que se passava ao seu redor. Seus lábios já não tinham mais vontade de sorrir e tentavam dizer tudo aquilo que seu coração estava gritando por dentro. Ela queria tanta coisa, queria viver o que estava se passando em seu presente, mas na verdade queria estar em outro lugar, no lugar onde seus pensamentos continuavam a voar. Já não havia mais força que a fizesse reagir, pois na verdade ela queria grandes motivos que a fizessem sorrir. Era como se não houvesse escolha, pois ela sabia o que queria mas não sabia onde queria chegar, e a todos os dias ela buscava encontrar o que mais temia que fizesse seu mundo girar.

Eu gosto de você. Eu fico assustada cada vez que eu vou te encontrar. Quando eu me aproximo, eu não sei o que fazer com as mãos, com os olhos. Eu não sei o que fazer. Como proceder. Você por perto é como se um prédio estivesse pegando fogo e eu estivesse solto pelos corredores. Eu admiro a sua inteligência. Compreendo, ou pelo menos tento compreender, o teu ponto-de-vista. Para que eu não o desrespeite. Para que eu não avance sobre ele com as minhas idéias velhas sobre o mundo. Eu acho você atraente. E morro de medo que todo mundo descubra isso porque se eu já não tenho chance agora, imagine quando a população itaperunense te descobrir ? Adoro o seu humor. A rapidez do teu raciocínio. O som da sua voz que já vem junto com um sorriso. Gosto do carinho e da forma atenciosa como nos encaramos. E dos silêncios hoje em dia incomodam e no início descortinavam.