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Me buscou em casa e levou onde eu queria. Passamos o dia juntos. Sorrindo. Brincando. Conversamos sobre tudo. Eu podia ter ido embora com ele e ver o que ia dar. Mas não, preferi me despedir ali, meio sem jeito, querendo forçadamente mostrar que estava grata, que o dia tinha sido excelente. Voltei para casa sozinha, deitei e me perguntei por que estava com ele. Eu já não era aquela de quando nos conhecemos, que queria tanto, quase desesperadamente. Depois do primeiro programa, continuamos juntos. No fundo, me incomodavam seus comentários, confundiam-me. Eu queria saber quem ele era e não conseguia, porque, se mostrava uma hora que era um completo gentleman, na hora seguinte era o cafajeste que preferia as bundudas e siliconadas a uma com mais conteúdo. E eu era, honestamente, a com mais conteúdo perto dele naquele momento. Tentei mostrar. O fato é que, agora, se ele prefere as bundudas e siliconadas, eu prefiro os que me deixam mais livres e me aceitam como eu sou.

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